Esperamos que a correcção no elevado preço global das matérias-primas e o efeito base vão ajudar a moderar a inflação para um crescimento menor que 20% em 2022"
A consultora Oxford Economics Africa elevou a previsão de inflação em Angola do ano 2021 para perto de 26%, antevendo ainda que no próximo ano a subida de preços registe uma subida menor que 20%.
"Devido a uma taxa de inflação mais elevada que o previsto nos últimos meses, devemos aumentar a nossa previsão de inflação média em 2021 para perto de 26%, o que compara com a previsão actual de 25,2%", lê-se num comentário à evolução dos preços em Angola em Outubro, no qual lembram que a previsão para o aumento dos preços no próximo ano está nos 16,9%.
A inflação em Angola subiu 26,98% em novembro face ao período homólogo de 2020, acelerando também 2,08 pontos percentuais relativamente à variação registada em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano.
Segundo o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) de novembro 2021, a variação homólogo da inflação neste período situa-se em 26,98%, registando um acréscimo de 2,08 pontos percentuais em relação a observada em igual período anterior (novembro 2020).
"Comparando a variação homóloga atual com a registada no mês anterior verifica-se uma aceleração de 0,11 pontos percentuais", lê-se na Folha de Informação Rápida (FIR) elaborada pelo INE.Em relação à evolução dos preços relativamente a outubro, o IPCN "registou uma variação de 2,08%" e sublinha que "comparando as variações mensais (outubro 2021 a novembro 2021) regista-se uma aceleração de 0,02 pontos percentuais ao passo que, em termos homólogos (novembro 2020 a novembro 2021), regista-se uma aceleração na variação atual de 0,09 pontos percentuais".
Em termos dos setores que mais influenciaram a evolução dos preços, o INE refere que a classe "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas" foi o que registou o maior aumento de preços, com uma variação de 2,42% e destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes "Vestuário" com 2,19%, "Bebidas Alcoólicas e Tabaco" com 2,18% e "Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção" com 2,16%.
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